oito mulheres que merecem o seu aplauso

Cada membro da equipe Trem teve a difícil missão de escolher duas entre as várias mulheres que merecem aplausos por suas conquistas e trajetórias. A ideia é inspirar! Vamos todas conquistar o mundo meninas?

Ester Cerdeira Sabino e Jaqueline Goes de Jesus

Jaqueline Goes é uma imunologista brasileira que tornou-se conhecida pelo sequenciamento do genoma do novo coronavírus Graduada em Biomedicina, mestre em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa e doutora em Patologia Humana e Experimental. Desenvolve pesquisas na área das arboviroses emergentes ZIKV, DENV, CHIKV, YFV, ORV e MAYV. É integrante do ZIBRA Consortium e participou do ZIBRA project – Zika in Brazil Real Time Analisys, projeto itinerante de mapeamento genômico do vírus Zika no Brasil. Realizou estágio de doutoramento sanduíche na Universidade de Birmingham, Reino Unido, desenvolvendo e aprimorando protocolos de sequenciamento de genomas completos pela tecnologia de nanoporos dos vírus Zika, além de protocolos para sequenciamento direto do RNA. E coordenou a equipe que sequenciou os primeiros genomas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil em parceria com o Instituto Adolfo Lutz.

Ester Sabino é uma imunologista brasileira. Tornou-se conhecida devido ao sequenciamento do genoma do novo coronavírus. É professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e pesquisadora do Laboratório de Parasitologia Médica. Formada em medicina pela Universidade de São Paulo em 1984, defendeu doutorado em imunologia em 1994, sob a orientação de Antonio Walter Ferreira. Dentre os trabalhos com pesquisa, destaca-se em segurança transfusional, HIV, doença de Chagas, arboviroses e anemia falciforme. O grupo de pesquisadoras brasileiras, que inclui Sabino, conseguiu sequenciar em 48 horas o que pesquisadores de outros países levam em média 15 dias para obter o mesmo resultado.

Fernanda Torres é atriz, apresentadora, roteirista e escritora brasileira. Mais conhecida pelo papel de “Vani” em “Os Normais” de Fernanda Young e Alexandre Machado, também atua há 16 anos fazendo um monólogo, adaptado por Domingos de Oliveira, da obra “A Casa dos Budas Ditosos, livro de Jõao Ubaldo Ribeiro e já publicou três livros, “Fim”, que está se tornando uma série pela Rede Globo, “Sete Anos: Crônicas” e “A Glória e Seu Cortejo de Horrores”, livro que leva o título devido à fala de sua mãe, Fernanda Montenegro.

Maria da Conceição Evaristo de Brito é uma escritora e professora belo-horizontina. A autora de “Ponciá Vicêncio” e “Becos da memória” é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense. Suas obras são marcadas pelo protagonismo feminino e representam grande resistência e enfrentamento à discriminação e a pobreza vivenciada por mulheres negras. Participou de várias antologias entre 1990 e 2016 e teve três de suas obras publicadas no exterior. Atualmente é um dos grandes nomes na luta pela valorização da cultura negra no Brasil.

Neri Oxman é designer e professora no MIT Media Lab onde coordena do grupo de Madiated Matter. Trabalhando com bioarquitetura a designer/professora/médica/arquiteta/tenente da força aérea é quase uma segunda mãe natureza, estudando materiais a partir do nível atômico para reproduzir o que há de mais único na fauna e flora. Alguns dos trabalhos de seu grupo estão em exposição no MoMA e você pode conhecer mais sobre ela no segundo episódio do programa da Netflix  “Abstract: The Art of Design”.

Simone Weil foi uma professora, filósofa, ativista e mística francesa. Ela lutou na guerra civil espanhola, trabalhou no chão de fábrica, trabalhou para a Resistência Francesa durante a segunda guerra e escreveu vários textos e livros durante a sua vida. De acordo com Camus, ela foi o único grande espírito do seu tempo. A obra mais famosa dela é L’Enracinement, ou Enraizamento, uma análise social, cultural e espiritual sobre o mal estar na civilização humana e o “desenraizamento” que o provoca.

Teuda Bara é atriz e fundadora do Grupo Galpão, Teuda Bara, atuou na maior parte dos espetáculos do grupo. No início dos anos 2000 viveu entre o Quebec e Las Vegas para, a convite do renomado diretor Robert Lepage, participar do espetáculo “K.Á.”, do Cirque Du Soleil. De volta ao Brasil em 2007, retomou sua carreira pelos palcos e ruas brasileiros, ao lado do Galpão. Estreou, em 2015, a peça “Doida”, produção independente que ela própria encabeçou, e na qual divide a cena com seu filho Admar Fernandes. No cinema, atuou em filmes como “O Palhaço”, de Selton Mello, “La Playa  D.C”, produção franco-colombiana dirigida por Juan Andrés Arango e “As Duas Irenes”, de Fábio Meira (representante brasileiro no Festival de Berlim em 2017). Na televisão destacam-se suas participações na novela “Meu Pedacinho de Chão”, de Luiz Fernando Carvalho e na série “A Vila”, com Paulo Gustavo.

Ursula K. Le Guin foi uma escritora estadunidense. Mais bem conhecida pelos seus livros sobre ficção científica e especulativa, foi a primeira mulher a ganhar os prêmios Hugo e Nebula pelo livro A Mão Esquerda da Escuridão. Combinando taoismo, feminismo, antropologia cultural e psicanálise, Le Guin escreveu mais de vinte livros e cem contos sobre política, raça, gênero, sexualidade. O excelente livro Os Despossuídos nos mostra uma possível sociedade anarquista no planeta satélite de Anarres através dos olhos de um cientista que, descobrindo o segredo para comunicação instantânea interestelar, também viaja para países capitalistas e socialistas.

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