Manifesto

Está nascendo uma revista que busca ter, assim como outras, uma face única. Não no sentido de homogênea, mas no sentido de singular. Seu nome será Trem e nós, vir-a-ser-trem, ainda somente vagões, começamos em meio a pandemia esta caminhada semiestática em blog.

Somos vagões pela quase falta de pretensão, em busca de um vago provocativo. Vagões por talvez carregar a literatura que vai movimentar pessoas, ou diretamente as pessoas, por espaços virtuais inexplorados. Todos elas crendo estarem prontas para uma viagem, longa ou curta.

Em um mundo onde vemos que é mais do que a antropofagia que nos une, precisamos falar sobre a necessidade do movimento. Das oscilações que fazem misturar as densidades, formas, cores, sons e sentimentos. Da multiplicidade helicoidal do caminho.

Mas por onde começar? Onde queremos chegar? O que falar quando há tanto querendo ser falado? Como pretender tanto quando a modernidade, ou pós-modernidade, como preferirem, nos coloca diante de inumeráveis portas de percepção? Pretendemos continuar o movimento até sermos convencidos do contrário.

Por essas e outras razões, ainda ocultas, tememos que não só poderemos ser vagos, mas como grande parte das vezes seremos os vagões. Ainda assim, convidamos vocês a essa experiência. Sejam bem-vindos, ou não, como quiserem, a Trem.

Equipe Trem